A cirurgia de catarata é conhecida por remover o cristalino opaco e devolver a nitidez da visão. No entanto, uma dúvida muito comum é saber se esse procedimento faz apenas isso ou se também pode corrigir outros problemas visuais, como miopia, hipermetropia, astigmatismo ou até a dificuldade para enxergar de perto.
Com os avanços da oftalmologia e das lentes intraoculares, a cirurgia de catarata também permite, em muitos casos, corrigir ou reduzir esses erros refrativos. Assim, além de tratar a catarata, o procedimento pode diminuir a dependência de óculos após a cirurgia — desde que exista indicação adequada.
A seguir, entenda quais problemas de visão podem ser corrigidos durante a cirurgia de catarata, quais são as limitações do procedimento e por que o planejamento individualizado é determinante para o resultado visual.
Como a catarata afeta a visão
A catarata surge quando o cristalino perde progressivamente sua transparência. Essa estrutura tem a função de focalizar a luz na retina. Com o passar do tempo, essa opacificação interfere diretamente na passagem e na qualidade da luz que chega às estruturas responsáveis pela formação da imagem.
Entre os principais sintomas da catarata estão:
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Visão embaçada
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Sensação de “névoa”
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Redução do contraste
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Maior sensibilidade à luz
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Dificuldade para enxergar à noite
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Alterações na percepção das cores (tons amarelados ou menos vibrantes)
Com a progressão da doença, a catarata passa a limitar a eficácia dos óculos, mesmo quando o grau está corretamente ajustado. Nesse momento, a cirurgia de catarata se torna a principal forma de recuperar a visão.
Como a cirurgia de catarata permite corrigir erros refrativos
Durante o procedimento, o cirurgião remove o cristalino opaco e implanta uma lente intraocular artificial. Diferentemente da lente natural, essa lente pode ser escolhida com base em cálculos biométricos precisos.
Esses cálculos consideram diversos fatores, como:
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Comprimento do olho
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Curvatura da córnea
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Outras variáveis ópticas importantes
Dessa forma, o médico pode selecionar uma lente que funcione como uma correção do grau dentro do próprio olho. Assim, o procedimento pode reduzir significativamente erros refrativos como miopia e hipermetropia, especialmente para visão de longe.
Ainda assim, é importante lembrar que o objetivo principal da cirurgia de catarata é tratar a opacificação do cristalino. A correção do grau surge como um benefício adicional quando existe planejamento cuidadoso e condições oculares favoráveis.
Miopia e hipermetropia podem ser corrigidas na cirurgia de catarata?
Sim, na maioria dos casos. Durante o planejamento cirúrgico, o médico pode calcular a lente intraocular de modo a neutralizar a miopia ou a hipermetropia presentes antes da cirurgia.
Um estudo que avaliou pacientes após cirurgia de catarata observou boa acuidade visual para perto, longe e visão intermediária, além de elevada satisfação com a qualidade da visão.
No entanto, o resultado final depende de diversos fatores individuais, como:
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Irregularidades da córnea
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Alterações da retina
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Presença de doenças oculares associadas
Por esse motivo, nem todos os pacientes alcançam independência total dos óculos, mesmo quando o planejamento é adequado.
Astigmatismo: é possível corrigir durante a cirurgia?
O astigmatismo ocorre quando a córnea apresenta uma curvatura irregular, o que provoca distorção na formação da imagem. Durante a cirurgia de catarata, o médico pode reduzir ou corrigir o astigmatismo pré-existente por diferentes técnicas.
Lentes intraoculares tóricas
Essas lentes são indicadas para pacientes com astigmatismo regular. Quando o cirurgião posiciona a lente corretamente, ela pode reduzir significativamente o astigmatismo e proporcionar maior nitidez visual no dia a dia.
Incisões relaxantes limbares
Em alguns casos, o médico realiza pequenas incisões na córnea durante a cirurgia para reduzir astigmatismos leves a moderados. Essa técnica pode ser útil principalmente quando as lentes tóricas não representam a melhor opção.
Portanto, a escolha da técnica depende do grau e do tipo de astigmatismo, da anatomia da córnea e da precisão dos exames pré-operatórios.
A cirurgia de catarata pode corrigir a dificuldade para enxergar de perto?
A presbiopia é uma condição natural do envelhecimento ocular e está relacionada à perda da capacidade de acomodação do cristalino. Em geral, essa alteração começa a aparecer a partir dos 40 anos.
Atualmente, algumas lentes intraoculares multifocais ou de foco estendido podem oferecer visão funcional em diferentes distâncias. Dessa maneira, elas podem reduzir a necessidade de óculos para leitura e para atividades intermediárias.
Por outro lado, essas lentes exigem critérios rigorosos de indicação. Em alguns pacientes, podem surgir efeitos como:
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Halos ao redor das luzes
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Redução da sensibilidade ao contraste
Por isso, o médico precisa avaliar cuidadosamente o estilo de vida do paciente, suas expectativas visuais e suas condições oculares antes de indicar esse tipo de lente.
Cirurgia de catarata e cirurgia refrativa são a mesma coisa?
Não. Embora ambas possam melhorar a visão, os objetivos são diferentes.
A cirurgia refrativa é indicada para olhos sem catarata e atua principalmente na córnea, corrigindo miopia, hipermetropia ou astigmatismo.
Já a cirurgia de catarata é indicada quando ocorre opacificação do cristalino. Nesse caso, o objetivo principal é substituir a lente natural do olho para restaurar a transparência da visão.
Nesse contexto, o médico pode aproveitar a substituição do cristalino para reduzir ou corrigir erros refrativos que o paciente já apresentava.
É possível ficar totalmente livre dos óculos?
Não existe garantia absoluta. Embora muitos pacientes alcancem excelente qualidade visual após a cirurgia, algumas situações ainda podem exigir o uso de óculos.
Isso pode ocorrer em atividades como:
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Leitura prolongada
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Tarefas de precisão
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Uso noturno
O resultado final depende de diversos fatores, entre eles:
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Tipo de lente intraocular implantada
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Saúde da retina
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Regularidade da córnea
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Adaptação do cérebro à nova visão
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Expectativas individuais do paciente
Exames que garantem um planejamento seguro
A possibilidade de corrigir outros problemas visuais durante a cirurgia de catarata depende diretamente de uma avaliação pré-operatória detalhada.
Entre os principais exames estão:
Topografia corneana
Analisa a curvatura e a regularidade da córnea, sendo fundamental para planejar a correção do astigmatismo.
Biometria ocular
Mede o comprimento do olho e ajuda a calcular o grau da lente intraocular ideal.
Paquimetria
Avalia a espessura da córnea, informação importante para a segurança do procedimento.
Mapeamento de retina e fundo de olho
Permite identificar alterações que podem interferir na visão após a cirurgia.
Pressão intraocular
Ajuda a identificar risco de glaucoma e contribui para o planejamento cirúrgico.
Avaliação da superfície ocular
Detecta alterações da córnea, da lágrima ou processos inflamatórios que podem interferir na recuperação.
Assim, um planejamento individualizado permite escolher a lente mais adequada, alinhar expectativas e aumentar a segurança em todas as etapas do tratamento.
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